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colares.trapilhos@gmail.com

(disponibilidade, preços, locais de entrega, modos de pagamento, consultar o myspace e depois enviar e-mail)

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Aqui ficam algumas imagens.

Este é o meu novo vício: fazer colares de trapilhos.

comecei a fazer para uso próprio, mas após breve reflexão, pensei “porque não vender?”.

Se algum for do teu agrado, mas alguma das cores não te agradar, posso sempre fazer um novo, desde que seja mesmo para comprar.

Alguns destes já estão reservados e alguns são meus, mas posso sempre fazer outro.

Zona: Lisboa e Margem Sul

Preços variados: de 3€ a 6€

Materiais: Algodão e outros

Cores: Variadas

Observações: O preço varia consoante a quantidade de tecido, a dificuldade de trabalhar cada tecido, utilização de pedras ou flores e “raridade”.

qualquer dúvida, deixa comentário, até podes deixar contacto que só aparece se for aprovado.

Nan Goldin (excerto)


Thereis a popular notion that a photographer is a voyeur, but i wasn’t crashing. This was my party. The photographs were my way of remembering what had happened the night before. Taking pictures aloud me to be in control and out of control at the same time. They became my memory. (Nan Goldin – BBC – I’ll Be Your Mirror)

A intimidade humana pode estar entre alguns dos temas mais difíceis de capturar fotograficamente, mas é um dos temas principais do trabalho de Nan Goldin. Esta concentrou a sua lente nas relações pessoais dos seus pares imediatos, incluindo amigos e amantes.

Por vezes, esta procura de intimidade através de imagens, comprometeu algumas dessas relações, mas por outras revelou estas relações com uma extrema e extraordinária profundidade.

As melhores fotografias de Nan Goldin partilham uma capacidade em transmitir a complexidade do amor em termos bastante sucintos, que lançam uma interminável especulação sobre a vida e destino dos sujeitos fotografados.

Ao observar as suas fotografias não somos capazes de evitar sentirmo-nos compelidos a imaginar aquilo que cada pessoa viu, sentiu e pensou no momento em que Goldin soltou o obturador.

E não podemos deixar de equacionar questões como: “será que os sujeitos continuaram as suas acções em prol da fotógrafa? Será que nem se aperceberam da sua presença? Em que ponto os sujeitos se tornaram observadores, fazendo coincidir estas imagens com as suas memórias?”[1]

Quando observamos fotografias onde surgem intervenientes em pleno acto sexual (hetero e homossexual), não podemos deixar equacionar a hipótese de a sua obra tender para uma certa perversão, um certo soft-core libidinoso voyeuristico entrando numa esfera privada de suprema intimidade.[2]

Alguns autores referem que a fotografia de Nan Goldin nos toca em sítios, dentro de nós, que são vulneráveis. O seu trabalho relembra que a identidade não é uma condição mas sim – se quisermos por tal em palavras – uma busca permanente, e que ambas faces de uma moeda nos são familiares.

Desde os eventos fotográficos até uma visão fotográfica emerge uma identidade pessoal que já não é definida pela célebre frase de Descartes “Cogito, ergo sum” mas por uma extensão do corpo em próteses mecânicas e perceptuais.

As concepções de uma pessoa, auto-identidade, a natureza individual e humana não são automaticamente evidentes nem blocos de construção imutáveis com os quais a sociedade é construída.

No século XIX, Honoré Balzac tentou realizar com o seu projecto “La Comedie Humaine” uma síntese moral da cultura francesa sua contemporânea, Nan Goldin, desde a década de 1970 realiza uma síntese emocional da cultura contemporânea ocidental. Num momento em que a fotografia anedótica e auto-referencial (em particular) dominavam a arte contemporânea, observa-se o surgimento de um modo fotográfico que privilegia o sentimento.


[1] Capítulos do The devil’s Playground como First Love, Simon and Jessica.

[2] Vide Capítulo Sweet, Clemens & Jens e Mon am’ Valérie & Bruno.

Rodin, nascido a 12 de Novembro de 1840 em Paris no seio de uma modesta família, foi o escultor francês dos finais do século XIX mais aclamado quer pelo público quer pela crítica.

(…)rodin

Rodin elimina as linhas tradicionais que demarcavam a distância entre o objecto e o espectador, substituindo esta distância por uma aproximação imediata. Através desta enfatização da aproximação Rodin tornava activa a experiência corporal do indivíduo espectador, tornando-o parte integrante da obra. Deste modo o espectador torna-se consciente e identifica-se com a sua própria natureza física.

Esta forma de orientação para o nosso próprio corpo e tomada de conhecimento das nossas próprias dimensões e movimentos específicos, evoca uma sensibilidade acentuada das proporções individuais. Assim, o efeito ilusionista da aparência visual é atenuado radicalmente. Tal facto é sublinhado pela maneira como cada um dos membros da figura humana, através da expressividade dos seus gestos e movimentos exagerados, se alarga no espaço provocando uma fascinação quase impossível de resistir, visto as figuras se encontrarem a um mesmo nível que o observador.

(…)

Through its fetishization of the base, the sculpture reaches downward to absorb the pedestal into itself and away from actual place; and through the representation of its own materials or the process of its construction, the sculpture depicts its own autonomy”[8]

(…)

Outra característica deste tipo de escultura sem base é a possibilidade da sua visibilidade a partir de todos os ângulos.(…) Diferentes pontos de vista, de importância equiparada, podem ser justapostos em termos quer espaciais quer temporais e assim surge a ideia de movimento como um processo contínuo que assume uma nova importância onde o observador já não se encontra preso às amarras de um único ponto de vista mas é requerido que se movimente em torno da escultura e a examine a partir de uma grande variedade de diferentes posições.

Deste modo cria-se uma ideia de um “eu corporal”, que se entende como uma imagem espacial que elaboramos do nosso próprio corpo em virtude de todas as experiências corporais. Ou seja, através desta “desmonumentalização” da obra, e da sua colocação num plano térreo facilmente acessível, Rodin promove uma interacção com obra como nunca antes havia sido possível. É dado ao observador a possibilidade de conhecer as suas próprias capacidades de movimento, dimensões corporais, em suma: desmistificar o “eu corporal” e ter uma concepção acertada do mesmo, pois este “eu corporal” desenvolve-se através de uma série de movimentos activos e passivos.

Segundo Hans Albrecht nada nos convence mais da existência de um mundo exterior do que o choque do nosso corpo com os objectos em seu redor. Existe uma tendência para o estabelecimento de uma relação com os objectos que nos estão mais próximos. Mas a obra de Rodin não nos estimula só pela sua proximidade, mas também pelo seu tratamento da camada exterior e dos seus jogos de luz. E sendo o sentido da visão aquele que desempenha um papel dominante na nossa orientação espacial torna-se clara a capacidade de relação com os públicos que Rodin imprimia nas suas obras.

Albrecht afirma que a formação de determinadas percepções espaciais pressupõem por sua vez um campo de percepção estruturado. A estruturação necessária precede as qualidades intuitivas de todos os objectos e materiais distribuídos ou dispostos em torno do sujeito que percebe, e modificada pela luz que a ilumina, a matéria perceptível é sempre a condição para a construção do espaço na psique.

(…)


[8] Rosalind Krauss (1979)

Whatever

United States of Whatever by Liam Lynch.

more about "Whatever", posted with vodpod

Anywere i lay my head

e não é que a menina johansson até fez um albúm engraçado? eu gosto bastante dela, gostei de alguns filmes em que ela entrou, mas a ideia de uma menina bonita ( e ela é bastante) fazer música depois de ter fama como actora pode-nos lançar logo para apreciações negativas (olhe-se a lindsay lohan). mas a verdade é que este albúm tem um som bastante agradável, bastante audível. mostra uma vontade de criar música e não de auto-promoção. aqui fica o link para uma review no pitchfork e o vídeo aqui em baixo da Falling Down.

more about “Anywere i lay my head“, posted with vodpod

Aqui fica o novo vídeo de Devendra Banhart, onde podemos ver a bela, e a meu ver, talentosa Natalie Portman. A música é boa para variar (…. not!), o vídeo um achado!

quanto a Natalie ainda gostava de dizer que vi recentemente o My Blueberry Nights e gostei muito de a ver. Gosto dela, tenho dito!

pescadinha de rabo na boca

Quando nos entregamos novamente, de coração aberto e profundas esperanças, acontece sempre algo que nos traz de volta à realidade, e que de certa maneira corta-nos as asas exigindo um regresso à “terra”. É sempre no momento em que começamos a voar alto, e nos encontramos a planar lá bem em cima, acreditando em “tudo está bem” (novamente), que se dá a revira-volta pela mais ínfima coisinha de nada e nos deixa a recear o que poderá ser dito, ou aquilo que ficará por dizer.

Mesmo assim, o bocadinho de tempo que nos encontramos a planar livremente e sem medo sabe bem. Um “Bem Haja” a todos esses  momentos. É por eles, e para eles, que aguentamos os outros.

Egon Schiele

Egon Schiele é um dos meus artistas preferidos. A morbidez da sua obra suscita em mim um desmesurado interesse e fascinação. Aqui fica um excerto de um trabalho meu, que realizei para uma cadeira (Arte do Século XX).

“Your powerful artistic originality at first repels,

all the more later to captivate …”

Heinrich Benesh escreve a Schiele após conhecê-lo em1910[1]

De entre a vasta produção artística de Egon Schiele[2], existe uma temática que se sobrepõe a qualquer outra, o Nu. O seguinte trabalho pretende tratar esta mesma temática abordando o contexto em que normalmente surge, erótico e sexual. A escolha da análise temática em detrimento de uma única obra recai no facto de Egon Schiele, no início do século XX, ter sido um dos primeiros artistas a introduzir de forma directa, explícita, e provocatória conteúdos sexuais nas suas obras ditas acabadas[3], e como tal causar escândalo nos meios mais conservadores.

A nudez, a masturbação, o lesbianismo, em suma, aquilo que era considerado obsceno e um atentado ao pudor, são temas que de uma maneira visceral surgem nas obras de Schiele e nos remetem para um universo recôndito da mente humana.

Egon Schiele toma por palco a exploração desta temática sem a utilização de metáforas ou subterfúgios, mostrando-nos a realidade, sem a atenuar com decorativismos e sem a mascarar com cores garridas, denunciando a corrupção de uma sociedade hipócrita e decadente, que inconscientemente caminhava para a guerra. Schiele transpunha para o papel a sua visão de um mundo que já se encontrava em avançado estado de decomposição.

Quase num acto de banalização, as obras de Schiele mostram corpos nus em poses extravagantes e caprichosas onde certos aspectos são exagerados e a cor não obedece a nenhuma convenção académica. As figuras surgem descentralizadas e como que suspensas num espaço envolvente inexistente, reforçando o seu papel como paradigma máximo de importância na obra.

A sua pintura é avassaladora, imponente, enervante e excitante – como um acidente do qual não conseguimos desviar os olhos – se num primeiro momento a sua aura carismaticamente incomodativa nos repele, é a mesma que posteriormente nos cativa inebriantemente e à qual sucumbimos sem lutar.


[1] KALLIR, Jane – Egon Schiele, The complete Works. Harry N. Abrams: New York, 1994.

[2] Cerca de 200 pinturas e 2000 desenhos

[3] Alguns artistas já haviam, anteriormente, realizado esboços e esquissos de corpos nus, mas nunca os introduziram nas suas obras finais e apresentadas ao grande público, como por exemplo Rodin, Degas e Klimt. Vide Werkner, 1994.

It feels like summer

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